Publicação Mensal do Cordial Reino de Kelterspruf - Março de 2005


Notícias do Cordial Reino de Kelterspruf


GAM é inaugurada

Em 16 de fevereiro do ano corrente ocorreu a inauguração da Galeria de Arte Moderna do Cordial Reino de Kelterspruf, localizada na Província do Príncipe. A inauguração contou com a participação de personalidades ilustres, tais como Rafael Chiappane (colaborador desta publicação), Paulo Eduardo França Padilha (Embaixador do Reino de Kaupelan em solo keltersprufense), Kevin Baugh (Presidente da República de Molóssia), Julien Starr (experiente micronacionalista anglófono atualmente apátrido), Tristan Glark (Ministro das Relações Exteriores do Império Aericano), Darius Rugahi (Vizir das Relações Exteriores do Reino de Babkha), Chas Jago (Chefe de Estado da Federação Alteriana), etc.

No presente momento há cinco obras disponíveis na primeira exposição da recém-inaugurada galeria. Em um futuro próximo, obras advindas de outras micronações também serão aceitas e, posteriormente, apresentadas na GAM. Para maiores informações, por favor, queiram visitar o seguinte link.

Vôos intermicronacionais permanecem em pauta

A LARK ainda não está viabilizando vôos intermicronacionais, mas tudo indica que isto está perto de ser realizado. Já há conversações com Nova Belmont e falta ainda obter respostas de outras micronações que, aparentemente, demonstraram interesse neste projeto. A meta principal é proporcionar mais uma atividade dentro do CRK e, porque não dizer, dentro do hobby como um todo.

Diga-se de passagem, no passado recente uma empresa micronacional de turismo empreendeu esforços para atrair micronacionalistas lusófonos para compartilharem dos seus serviços, contudo, o empreendimento acabou não surtindo o efeito desejado, de maneira que a LARK agora espera que o mesmo não ocorra nesta nova proposta. Todavia, caso o projeto de vôos de rotas intermicronacionais não emplaque, ao menos os vôos domésticos permanecerão.

Fabiano Mendonça desiste de disputar o cargo de MRTCMA

Com a alegação de falta de tempo para um melhor desempenho na função de Ministro Real do Turismo, Cultura e Meio Ambiente, o keltersprufense Fabiano Mendonça abdicou da candidatura para tentar assumir o posto outrora mencionado. O cargo de MRTCMA está há tempos sem um ocupante, assim como o MRC (Ministério Real das Comunicações; após a saída de Paula Bennington Matters). No entanto, tal fato ainda não está comprometendo as atividades do CRK, embora o ideal fosse que cada Ministério Real tivesse pelo menos um pretendente, mas a carência de recursos humanos é um dado irrefutável na atualidade.

Já há quem concorde com a hipótese de um cidadão ocupar mais de um cargo ministerial, todavia, diante da polêmica do assunto, na prática, tal opção não está ganhando adeptos no CRK. Ao contrário disto, a maioria prefere que o cargo permaneça vago do que "concentrar poderes" na mão de apenas um indivíduo.

Sir Igor MacCord recebe prêmio

O Troféu Tribuna Popular de Jornalismo/2004 premiou indivíduos das mais variadas micronações, em quesitos tais como "Personalidade do Ano", "Artista do Ano", "Empresário do Ano", "Jornalista do Ano", dentre outras categorias. O cidadão keltersprufense Igor McCord recebeu o "Prêmio Especial Embaixador Sérgio Vieira de Mello". Segue abaixo um breve trecho de um pronunciamento proferido por Sir Igor na OML:

- "Embora esteja contente pelo fato de ver que meu trabalho está sendo benéfico à sociedade micronacional, por outro lado, senti igualmente uma grande responsabilidade em prosseguir com meu trabalho. Ainda que eu não consiga aprimorar meu desempenho, que ao menos eu seja capaz de manter a qualidade nos serviços prestados".

Kelterspruf planeja apoiar financeiramente programas de combate à fome

Durante os anos de 2003 e 2004, o CRK mostrou-se declaradamente favorável no que concerne ao apoio aos projetos mundiais de preservação ambiental. Diga-se de passagem, chegou a ser mencionada a possibilidade de apoiar projetos de cunho social, porém, isto acabou não acontecendo em anos anteriores.

Por este motivo, já está sendo averiguada a melhor forma de proceder para que o envolvimento em um projeto social não comprometa um projeto de combate ao desmatamento, mesmo que fique claro ser mais relevante a qualidade da vida humana, ainda que não seja realista desassociar a importância de ambos projetos.

O que despertou todo esse interesse durante o princípio do ano corrente foi a tragédia do tsunami ocorrido no final de 2004, que vitimou principalmente centenas de milhares de pessoas que residem em países da região do Oceano Índico. Constatou-se inclusive que embora a ajuda humanitária naquela área seja de absoluta importância, algo preocupante foi notar uma considerável queda na ajuda humanitária dedicada outrora ao continente africano, fazendo com que, ironicamente, o índice de ajuda humanitária no mundo inteiro registrasse um aumento histórico, contudo, tendo enorme parte destes recursos sido "desviados" em prol das vítimas do tsunami.

Por este motivo, a proposta é oferecer apoio financeiro em três fronts, quais sejam: norte e nordeste brasileiros, continente africano como um todo e os países atingidos pelo tsunami no sudeste asiático. Em função da impossibilidade de apoio logístico ou mesmo do envio direto de mantimentos aos que mais necessitam, a única opção que restou foi a contribuição financeira. Deve ser levado em consideração que tal contribuição será modesta e dentro das possibilidades de uma micronação, entretanto, os pequenos gestos quando compartilhados por muitos podem acarretar em resultados positivos. E esta é a intenção de toda a proposta.

A ajuda pode ser modesta, mas a proposta sem sombra de dúvida tem grande valor de cunho humanitário.

Para quem tiver interesse em contribuir de algum modo, mas sem a necessidade de participar diretamente da proposta keltersprufense, abaixo consta sugestões de links para doações. Cumpre ressaltar que o CRK utilizará de algum (ou alguns) (destes) link(s) para fazer alguma(s) contribuição(ões):

- Programa de combate à fome mundial patrocinada pela ONU: Clique aqui;

- Programa Fome Zero (pessoa física);

- Programa Fome Zero (pessoa jurídica);

Aos que não são correntistas do Banco do Brasil, o web site informa a conta corrente e o número da agência específicos para doação, através deste link (observe o canto esquerdo da referida página).


Sociedade Intermicronacional


Encontro Intermicronacional

O Reino de Babkha conseguiu reunir muitos dos seus cidadãos em um encontro que certamente será lembrado pelos veteranos e mencionado aos prospectivos novatos.

Tal evento ocorreu à noite e em Amsterdã (Holanda), contando com a participação de Sua Majestade Imperial Tahmaseb Shah Abakhtari, Gão-Vizir Emir Ardashir Khan Osmani, Darius Rugahi (Vizir das Relações Exteriores) e o Promotor Público Iain Vembria.

A ocasião foi celebrada por meio de um jantar em estilo persa, contando ainda com sobremesas e vinhos típicos da terra de Mahmood E. Behazin. Como boa parte dos cidadãos de Babkha reside na Europa, a realização do encontro foi uma excelente oportunidade para reunir, pela primeira vez, micronacionalistas de localidades macronacionais européias distintas, da supracitada micronação.

 


Artigo de cunho macronacional


A preservação ambiental por meio da mudança de hábitos tradicionais: Transportando-nos para um século XXI melhor.

          O título deste artigo provavelmente induz ao entendimento de que dicas serão sugeridas para mudarmos nossos hábitos e costumes atrelados a alimentação ou mesmo ao modo de nos vestirmos, no entanto, o tema a ser abordado será outro. A intenção é comentar sobre um meio de transporte que reduziria drasticamente a poluição do meio ambiente: os carros elétricos. Diga-se de passagem, o conceito de carro elétrico está longe de ser recente, porém, sua aplicabilidade é mais factível nos dias de hoje do que em outras épocas. No entanto, mesmo na atualidade, esse tema por vezes é comentado de uma forma tal que, aparentemente é como se fosse melhor não pensar em mudança de hábitos, num misto de comodidade e suposta conveniência.

          Nos Estados Unidos, em certa ocasição, alegou-se que não existe em verdade um "free-pollution car" porque ao carregar-se a bateria de um carro elétrico, logo, estaria sendo feito uso de uma usina a carvão ou mesmo de uma usina nuclear. Em outras palavras, este argumento tem a alegação de que durante o processo de recarga da bateria, indiretamente a poluição continuaria pois a energia gerada para alimentar a bateria seria advinda de uma usina poluidora.

          Entretanto, esta é uma realidade presente em muitos países do hemisfério norte, ao passo que não condiz, por exemplo, com a realidade brasileira. Como é sabido, 95% da energia elétrica gerada no Brasil é proveniente de hidrelétricas, fazendo com que a desculpa de que a recarga de uma bateria pelos meios convencionais geraria indiretamente a permanência da poluição é no mínimo superficial, para não dizer inapropriada no contexto da realidade brasileira.

          Ademais, há outras formas de se obter energia como, por exemplo, através de células solares fotovoltaicas, embora seja ainda necessário muito avanço neste campo para o uso doméstico. Há igualmente a fonte de energia por meio eólico, mas o desgaste natural das hélices geralmente comprometem o rendimento a longo prazo em se tratando desta outra fonte de energia. Em todo caso, não pode-se mais ignorar que há alternativas plausíveis e compatíveis com a realidade tecnológica deste século.

          Quiçá os interesses de grandes corporações petrolíferas não estejam diretamente atrelados as dificuldades de investimento no setor dos "EV cars", já que dispensar o uso de petróleo como fonte de energia de um veículo, dependendo do volume de aquisições de carros elétricos, resultaria em queda drástica no valor do petróleo em todo o mundo.

          Na Europa e, em especial, na Escandinávia, exsite uma grande preocupação com o tema de preservação do meio ambiente, fazendo com que nações como Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia e Islândia tenham interesse em produzir carros movidos com fontes alternativas de energia. O Kewet é um exemplo de carro elétrico de origem dinamarquesa (e atualmente sob direção da Elbil norueguesa), assim como o TH!NK City da Ford passou a ser controlado pela Kamkorp da Noruega. E por falar em Ford Motor, esta companhia norte-americana desistiu do projeto do Think para investir na tecnologia da célula combustível. Mas o problema é que a célula combustível atualmente encarece ainda mais o preço final dos veículos se comparados aos preços de outros modelos de "EV cars".

          A questão é que o melhor veículo que dispõe de célula combustível é o que é movido a hidrogênio. Sem o uso de DEFC (Direct Methanol Fuel Cell - Célula a Combustível de Metanol Direto), um carro que utilize tão somente o hidrogênio, de fato, não poluirá o ambiente, entretanto, na hipótese de um automóvel deste tipo sofrer alguma colisão que gere escapamento gradual do hidrogênio, isto poderá propiciar uma explosão fortíssima. Cabe aqui esclarecer não tratar-se de uma explosão equivalente ao de uma bomba H, mas seria inverídico afirmar que não há risco de vasamento e, conseqüentemente, de uma explosão, em caso de um acidente de trânsito.

          Embora o carro elétrico convencional seja um carro de emissão zero de poluição, assim como na opção de carros alternativos seja o mais econômico para aquisição (a despeito de um valor muito elevado se comparado com outros tipos de veículo), há limitações na atualidade que comprometem um maior interesse do público consumidor. Enquanto um carro movido com motor de combustão tem maior autonomia e menor tempo para abastecimento, os carros elétricos ainda apresentam velocidade máxima usualmente inferior aos veículos com motorização à combustão, espaço interno do veículo menor do que os concorrentes, sem contar que a grande dependência no uso de baterias de qualidade para recarga acabam encarecendo o produto quando, por exemplo, da manutenção anual.

          Muitas pesquisas estão sendo elaboradas para encontrar o melhor tipo de bateria para melhor atender as necessidades dos consumidores. A bateria de lithium-ion aparenta ser uma das melhores pois não apresenta o problema clássico de "memória" em contraste com baterias de chumbo ácido ou mesmo de niquel cádmio, sem contar que baterias de lithium-ion são bem mais leves quando comparadas com outras baterias. No entanto, as baterias de lithium-ion ainda estão sendo aprimoradas pois as mesmas demonstram um elevado risco de provocar explosão, em função de variação de temperatura, ou ainda, por conta de altas temperaturas. Em outras palavras, outros tipos de bateria garantem maior segurança ao usuário de determinado carro elétrico, porém, de quebra, o peso de um carro elétrico chega, em algumas situações, a aumentar em até 3 vezes com o transporte das baterias.

          Para maiores informações sobre outros carros elétricos (ou projetos semelhantes destes), visite os links indicados abaixo:

- Reva: www.revaindia.com
- Ydea: www.micro-vett.it/italiano/ydea.html
- Cree: www.cree.ch
- Horlacher: www.horlacher.com
- Miljøbil Grenland: www.miljobil.no
- Badsey: www.badsey.com


Lista de micronações desconhecidas (ou pouco conhecidas)


  • República de Siena: Clique aqui

  • República Democrática de Ydemos: www.ydemos.com

  • Principado de Troezã: Clique aqui

  • Reino de Yap: www.kingdomofyap.org


  • Expediente


    Conselho Editorial: Eduardo F. Cochrane e Igor Mac Cord
    Colaborador: Rafael Chiappane

    A Publicação Enfoque é distribuída sob autorização do Ministério Real das Comunicações do CRK. As opiniões expressas nesta publicação não representam, necessariamente, a posição oficial do Cordial Reino de Kelterspruf.


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