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Publicação Mensal do Cordial Reino de Kelterspruf - Novembro de 2004
CRK: 4 ANOS DE EXISTÊNCIA! |
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Notícias do Cordial Reino de Kelterspruf |
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CRK já detém tecnologia para criar TV Kelterspruf
A KBC (Keltersprufish Broadcasting Corporation) já havia lançado os bem-sucedidos projetos RRK (Rádio Real de Kelterspruf) e Rádio Enfoque com programação bilíngüe (português e inglês) com o patrocínio do Ministério Real das Comunicações. Agora, uma vez mais, a proposta de criação ou, melhor dizendo, do relançamento da TV Kelterspruf pode estar perto de tornar-se realidade. Em 2003, a TV Kelterspruf apresentava apenas um vídeo com um trecho de uma partida do Brasil na Copa de 1970, mostrando um breve momento de gol marcado pelo Pelé. Depois de complicações com o antigo provedor do Kit.Net - que deixou de ser gratuito e passou a ser de uso exclusivo de assinantes do Globo.com - a TV Kelterspruf acabou ficando em segundo plano na KBC, fazendo com que a RRK e a Rádio Enfoque passassem a ter maior destaque. Por este motivo, a idéia de relançar a TV Kelterspruf é bem vista não apenas pelos keltersprufenses, mas igualmente pelos estrangeiros que conhecem a
história do surgimento da KBC.
Embora o CRK já disponha de tecnologia suficiente para criar uma TV com programação, não há sob nenhuma hipótese qualquer pretensão de lançar algo semelhante a uma allTV . Em verdade, ainda por questões técnicas e orçamentárias, os programas teriam que ser pré-gravados, com baixíssimo custo de produção, dispondo de uma modesta - e porque não dizer inexperiente - equipe de RH, sem contar que a edição das gravações estaria longe do ideal. Por este motivo, ainda que seja mesmo criado um primeiro programa de TV keltersprufense, precisa ser dito que esta é uma proposta bastante ousada, ainda mais se levarmos em consideração a produção de mais de um programa. Assim sendo, com base em todas essas explicações, contamos em especial com a paciência e a compreensão dos keltersprufenses e dos demais estrangeiros interessados na TV
Kelterspruf.
Kelterspruf recebe Prêmio Anglófono
O Cordial Reino de Kelterspruf recebeu recentemente um Prêmio promovido pela sociedade micronacional anglófona ("The Honors Accolade #4"). Tal premiação reporta-se a representatividade lusófona que Kelterspruf possui perante as micronações anglófonas. "Mesmo optando por não participar mais do flag tour, ainda assim, houve reconhecimento da parte dos anglófonos por tratar-se de uma iniciativa que somente o CRK demonstrou interesse entre todas as micronações lusófonas", ressaltou o Ministro Real das Relações Exteriores - Sir Igor Mac Cord - após confirmar que não haverá mais participação keltersprufense no projeto anglófono da "Bandeira Itinerante".
Campanha de Conscientização sobre Preservação Ambiental prossegue
No mês de outubro do ano corrente, o Cordial Reino de Kelterspruf iniciou sua segunda campanha em prol da conscientização ambiental. A princípio, o propósito era desenvolver uma campanha com perspectiva para findar em 31 de outubro de 2004, no entanto, o término da campanha está agendada agora para expirar no próximo mês de dezembro.
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Artigos de cunho macronacional |
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Bolsa de Valores Virtual:
Muitos projetos de Bolsa de Valores (as famosas BVs) com o propósito de movimentar a economia micronacional já foram lançados em nossa sociedade micronacional, contudo, nenhuma proposta - até o momento - conseguiu ser 100% bem-sucedida. Diga-se de passagem, o próprio CRK desenvolveu um programa de BV tendo como lastro o número de visitas bem como suas respectivas origens com base nos dados estatísticos do Dot.TK, porém, há tempos este serviço encontra-se em manutenção, o que também contribui para tornar ineficaz a permanência do projeto keltersprufense da BV.
Por esta razão, de repente, uma alternativa seja utilizar de algum serviço pré-programado que oferte uma bolsa de valores virtual, ao invés de tentar elaborar algum projeto complexo, ou então, enquanto não existir um sistema particular da própria micronação. A sugestão pode ser "apostar" na bolsa de valores do website www.hsx.com. Este website permite aos usuários do serviço uma modalidade literalmente atípica de "jogar na bolsa", pois o pano de fundo desta BV virtual é o mundo dos artistas e dos filmes.
A unidade monetária utilizada trata-se de uma moeda fictícia denominada "Dólar Hollywoodiano" - H$ - sendo que cada pessoa que deseja participar desta BV, recebe um montante equivalente a H$2 milhões para "investir" nas estrelas de Hollywood (StarBonds), assim como nas produções cinematográficas (MovieStocks). Do mesmo modo como ocorre nas BVs reais, as ações da "BV de Hollywood" igualmente sofrem altas e baixas. O filme "Os Incríveis" (The Incredibles) agendado para estrear no Brasil em dezembro do ano corrente, tem suas "ações" cotadas em alta de 5 pontos, sob o valor de H$208,31, ao passo que a atriz Gwyneth Paltrow está cotada a H$22,66, em leve baixa de 0,5 pontos.
O serviço da "Hollywood Stock Exchange" atualmente é gratuito, bastando tão somente registrar-se para poder participar da mesma. Para obter explicações mais específicas acerca do funcionamento da HSX, clique aqui (disponível somente em língua inglesa).
Quando a fundação de micronações é utilizada com a finalidade de dominação:
Em geral, quando observamos o surgimento de uma nova micronação, as reações mais comuns estão direta ou indiretamente associadas à três comportamentos básicos: sentimentos de preocupação, contentamento e indiferença. Muitos sentem preocupação em função do desgaste que pode suceder no que tange a própria prática de um hobby que, cada vez mais, carece de recursos humanos, sem contar que muitos também acreditam que é mais coerente investir em projetos já existentes do que tentar lançar um "novo projeto" que corre o risco de expirar antes mesmo de ter completado um ano de existência. Já no caso dos que apreciam o surgimento de novas micronações, a tese defendida é a de que um número maior de micronações possa propiciar uma maior divulgação do hobby e, conseqüentemente, atrair mais pessoas para praticá-lo. Ademais, aqueles que aprovam o surgimento de novas micronações igualmente crêm que novas atividades podem
aparecer com as novatas. Por fim, há aqueles que são indiferentes ao surgimento de outras micronações, embora exista uma tendência a ser contra a fundação de mais micronações, quando pensam a respeito da ausência de benefícios advindos de micronações novatas para com a comunidade micronacional, isto é, refletem sobre a hipótese de haver descrédito na prática do passatempo. De qualquer forma, nos três casos, vislumbramos ilustrações situadas em um contexto virtualista e que a rigor não afetam ninguém. Todavia, quando a criação de micronações reporta-se ao cenário macronacional, a cautela aparenta ser um importante recurso, já que nunca é prudente apoiar a "independência" de determinada entidade, sem ao menos ter informação suficiente sobre a História desta mesma entidade.
A República Democrática de Timor-Leste é um exemplo de entidade que conquistou o reconhecimento da comunidade internacional, principalmente, em razão de sua História de "luta" contra a opressão para fazer valer a vontade do seu povo, tornando-se inclusive membro pleno da ONU em setembro de 2002. A importância de adquirir-se respeito perante a comunidade internacional não serve apenas para consolidar a soberania de determinado País, mas sim, para depositar confiança suficiente à manutenção do status de independência. Em outras palavras, por maior que seja a autonomia de determinado Estado, no mundo hodierno existe um forte vínculo e uma profunda interação entre nações e blocos econômicos, o que invalida qualquer que seja a política isolacionista no âmbito macronacional. Por este motivo, toda vez que "surge" uma micronção que almeja tornar-se independente do ponto de vista macronacional, não ocorre consenso quando
o assunto é o apoio restrito - ou mesmo nulo - da comunidade internacional. Isso não acontece porque, lamentavelmente, quando uma micronação demonstra interesse em tornar-se soberana 'de facto', de imediato surge desconfiança de que esta entidade disponha de alguma macronação-patrocinadora (ou grupo destas) que, por sua vez, detém algum interesse de ordem política-econômica, ou mesmo sócio-econômica, ou seja, a independência de determinada entidade traz benefícios à macronação-patrocinadora.
Por sinal, no século XX (e mais precisamente na década de 70), a República da África do Sul incentivou, bem como reconheceu diplomaticamente o surgimento de algumas micronações, tais como República de Transkei (fundada em 1976), República de Bophuthatswana (fundada em 1977) e República de Venda (fundada em 1979). Na realidade, o único País do mundo a reconhecer a independência dessas "novas repúblicas" foi a África do Sul. Todavia, a maioria absoluta dos membros permanentes da ONU jamais reconheceu tais repúblicas, sendo que tal situação não sucedia em razão de uma suposta "insensibilidade" da parte dos membros da ONU, mas em função das razões que motivaram a África do Sul a reconhecer diplomaticamente esses "novos países". Pois bem, em larga escala, a própria ONU e os seus respectivos membros posicionavam-se de modo contrário a fundação das supracitadas entidades por entenderem que tratava-se de mais uma manobra
da chamada "dominação branca" (ou bôere), por intermédio da política de Apartheid defendida pelo governo de Willem Botha (Presidente) e Marais Viljoen (Primeiro-Ministro) durante a década de 80, que visava não apenas a segregação racial, mas igualmente a rivalidade entre as "tribos africanas", isto é, a criação dessas repúblicas - também conhecidas como bantustões - não passava de uma estratégia para amplificar quaisquer divergências entre as tribos, visando potencializar o nacionalismo radical entre as repúblicas, fazendo com que enquanto houvesse rivalidade tribal, tal fato facilitaria a continuidade da dominação da minoria branca. Além deste fator, como a divisão territorial entre essas micronações era um verdadeiro "colchão de retalhos" dentro da própria África do Sul, isto também facilitava o controle geopolítico daquela região.
Durante décadas a África do Sul tentou convencer o resto do mundo de que a independência das "três repúblicas" era justificável, porém, o inevitável término da soberania dessas entidades ocorreu em 1994, quando então a África do Sul não mais reconhecia a independência daqueles bantustões, fazendo com que os mesmos retornassem a compor a divisão administrativa sul-africana. Não há dúvida, entretanto, que existem outros casos semelhantes a este, conforme, por exemplo, o reconhecimento da independência da Reública Turca do Norte do Chipre (RTNC) por parte apenas da Turquia, já que não existe nenhuma outra nação do mundo que reconheça diplomaticamente a RTNC. A situação de reconhecimento da independência da RTNC por parte da República da Turquia é distinta do que fora comentado acerca da África do Sul, pois a Turquia tem interesse
de aumentar seu poder de influência de cunho geográfico-estratégico, sem a necessidade de fomentar qualquer "segregação", já que o Chipre encontra-se já dividido entre os setores grego e turco, de maneira que o patrocínio turco ofertado à RTNC objetiva igualmente o aumento do domínio turco em se tratando da "competição histórica" greco-turca. Portanto, quando a fundação de micronações é usada com a finalidade clara de dominação por parte de alguma macronação-patrocinadora (ou grupo destas), tal iniciativa está propensa a fracassar, justamente, pela inexistência de apoio da comunidade internacional. |
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Lista de micronações desconhecidas (ou pouco conhecidas) |
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República do Turquestão Oriental : www.uygur.org
Principado de Argentorato: clique aqui
Estado Livre de Andaluzia: clique aqui
República de Suanamirã: www.svanamyran.com
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Expediente |
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Conselho Editorial: Eduardo F. Cochrane e Igor Mac Cord Colaborador: Rafael Chiappane
A Publicação Enfoque é distribuída sob autorização do Ministério Real das Comunicações do CRK. As opiniões expressas nesta publicação não representam, necessariamente, a posição oficial do Cordial Reino de Kelterspruf. |
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