Publicação Mensal do Cordial Reino de Kelterspruf - Agosto de 2003


Nesta edição, os leitores poderão desfrutar dos seguintes tópicos:


- Notícias do Cordial Reino de Kelterspruf;
- Notícias Gerais da Sociedade Intermicronacional;
- Um texto sobre as "v-nations" ("nações virtuais");
- Um texto de cunho macronacional que é do interesse de alguns micronacionalistas, e
- Uma lista contendo 4 (quatro) micronações desconhecidas (ou pouco conhecidas).

Notícias do Cordial Reino de Kelterspruf


CRK recebe dois novos cidadãos

No final do mês de julho, dois novos cidadãos ingressaram ao Cordial Reino de Kelterspruf. O primeiro a entrar em solo keltersprufense foi o Sr. Kleudson Machado que, por sinal, é novato no micronacionalismo. O outro cidadão é o Sr. Richard J. H. Shears, ex-cidadão da extinta Democracia de Cherusken e Isonomia, que participa do fórum alternativo específico para os cidadãos.

Proposta de criação da nova filial do portal "A Bússola" está em trâmite

O proprietário do portal micronacional "A Bússola" - Sr. Jean Liberato - está apresentando proposta de criação da filial desta agência de notícias em solo keltersprufense. Por enquanto, ainda não ficou determinado quando será efetivada a negociação, mas tudo indica que ocorrerá antes do final do mês de agosto do ano corrente.

RRK passa por atualização

A RRK - Rádio Real de Kelterspruf - teve seu conteúdo musical recentemente atualizado, dispondo agora de uma seção de 'Outras Músicas' na qual consta canções da MPB, bem como músicas provenientes do Canadá e da França, conforme o seguinte link. Para maiores informações sobre a RRK, basta clicar aqui.

Novas propostas surgem com base na RRK

Através de proposta sugerida pela Ministra Real das Comunicações - Srta. Paula Carter Matters - referente a implementação de outros recursos na RRK, tais como a disponibilização de informações sobre os artistas (cantoras, cantores, instrumentistas) ou grupos musicais, por intermédio de biografias, discografias e apresentações de clipes, nova votação informal brevemente ocorrerá quanto a escolha das canções preferidas pelos keltersprufenses no segundo "Top 10".

Ainda em relação a esta idéia de modificação na RRK, o Ministro Real do Turismo, Cultura e Meio Ambiente - SG Konrad Wiesenfelder - sugeriu a fundação da TV Kelterspruf, visto que haverá apresentação de clipes, acrescentando igualmente a produção de uma grade de programação. E baseando-se em tais sugestões, o Ministro Real das Relações Exteriores - Sir Igor Mac Cord - propôs a criação da KBC (Keltersprufish Broadcasting Corporation), utilizando-se assim do "estrangeirismo" para evitar que uma Corporação de Radiodifusão Keltersprufense não tivesse a mesma sigla do CRK. O debate acerca deste interessante tema permanece em curso.

Contatos diplomáticos são fortalecidos e principiados

No princípio do mês de agosto ocorre a troca de Embaixadas entre o CRK e o Império de Nova Belmont. O atual Embaixador keltersprufense designado à Nova Belmont é o Sr. Thiago Silva, ao passo que o Embaixador neobelmontês presente em solo keltersprufense é o Imperador Renato Nunes Bastos. Ademais, relações exteriores entre o CRK e a República Popular Socialista de Sloborskaia tendem a serem ampliadas, contando atualmente com a presença do Presidente Felipe Aron na lista de discussão keltersprufense.

O Cordial Reino de Kelterspruf também reconhece diplomaticamente a micronação de origem macronacional búlgara denominada Império de Thrace. A Chancelaria de ambas micronações ainda estão decidindo os nomes dos Embaixadores indicados que ocuparão seus respectivos postos diplomáticos. Há também efetivação na troca de Embaixadas entre o Cordial Reino de Kelterspruf e a Nobre Monarquia do Alto-Reino estando, atualmente, SAM Bruno III em visita oficial ao CRK, assim como uma Comitiva Keltersprufense está presente na NMAR.

Criação do MRIST e da implementação do DRD estão em votação

Tendo como referência a troca de informações durante o I Festival da Cultura Micronacional (MicroCult), etá sendo votado o projeto de estabelecimento do MRIST - Ministério Real da Integração Social e do Trabalho - bem como da modificação do atual Ministério Real da Defesa para DRD - Departamento Real de Defesa - propiciando assim um sistema de defesa que esteja subordinado e, principalmente, integrado à todos os Ministérios do Governo.



Notícias Gerais da Sociedade Intermicronacional


Principado de Nova Utopia propõe projeto audacioso

Idealizado em outubro de 1996 pelo chamado "Príncipe Lazarus" (cujo nome mundano é Howard Turney), o Principado de Nova Utopia apresentou neste mês de agosto do ano corrente uma proposta complexa que engloba uma atividade que - estima-se - levará 20 anos para ser concluída. Trata-se, literalmente, da construção da estrutura física da micronação. O projeto prevê ainda a construção de um aeroporto, de um shopping center, teatros, bares, restaurantes, clubes, etc.

Para aqueles que ainda desconhecem e têm algum interesse em saber a localização exata do Principado de Nova Utopia (PNU), basta clicar aqui. Por sinal, como ficará constatado, o PNU propõe-se a produzir plataformas que servirão de sustentação para a construção dos mencionados clubes, bares e restaurantes. Tal iniciativa conta com a parceria de uma empresa chamada Dallas Global Development Corporation (DGDC). Entretanto, o website da DGDC não foi encontrado.


  • Observação importante
  • :

    Embora não pretenda-se aqui desmerecer o projeto de terceiros, cumpre aos editores do Enfoque evidenciar que devemos todos ter cautela quando o assunto abarca uma proposta de tamanha complexidade. Em outras palavras, as informações pertinentes ao Principado de Nova Utopia devem ser entendidas puramente como notícia e sob nenhuma hipótese confundidas com conivência e/ou apoio a tal iniciativa de "construir-se" uma nação. Outrossim, todos sabemos que é comum a existência de fraude na sociedade micronacional (como, por exemplo, o Domínio de Melchizedek) de maneira que a despeito de não haver qualquer tipo de acusação da parte do editorial da publicação Enfoque, uma vez mais, sugerimos que prevaleça a precaução diante de todo e qualquer projeto micronacional que vise a utilização de recursos financeiros macronacionais com a intenção de "criar-se" uma nação.

    Votação para decidir o ingresso da República Mariana na LOM é reaberta

    No início do mês de agosto do ano corrente, havia começado a votação para ingresso na LOM, com base na solicitação da República Mariana, contudo, duas micronações de origem anglófona requisitaram o cancelamento da votação em função da suposta inexistência de um website malgaxe, tendo como referência o Estatuto da LOM que consta exigência de haver um website para qualquer micronação que almeja ingressar na referida liga micronacional. Diante deste fato, o atual Secretário-Geral (SG) da LOM optou então por interromper a votação.

    Entretanto, a Delegação Keltersprufense apresentou evidência de que há, realmente, um website malgaxe - ainda que o mesmo possa ser considerado "provisório", reportando-se ao fórum do Yahoo! Groups que a República Mariana possui, visto que um fórum na Internet é tecnicamente um website. Dessa forma, a Delegação Keltersprufense exigiu que fosse reaberta a votação. E com base nesta referência, assim como diante da aceitação absoluta dos demais estados membros, o SG prontamente reabriu a votação, estando a mesma marcada para encerrar em 15 de agosto do ano corrente. O atual Presidente malgaxe - Gerson Moraes de Cysne e França - enviou nota de agradecimento pelos esforços desempenhados pela Delegação Keltersprufense e a referida Delegação expressou, respeitosamente, apreço pelo comunicado que, inclusive, está propiciando a reabertura de diálogo referente a uma maior interação diplomática entre ambas micronações. Por sinal, a atuação da Delegação Keltersprufense perante a LOM não foi apenas um ato em prol da República Mariana, mas sim, uma conduta em favor da Justiça para com todos os partícipes da sociedade micronacional.

    Nova micronação é criada tendo como referência principal a área econômica

    O conhecido micronacionalista Sander Dieleman fundou uma nova micronação, denominada Comunidade de Trián. Enquanto no meio lusófono o Principado de Sofia destaca-se pelo desempenho ímpar de seu sistema econômico, nos âmbitos francófono e anglófono, a recém-criada Comunidade de Trián também apresenta enorme interesse no desenvolvimento da economia na sociedade micronacional. Uma evidência deste fato encontra-se em seu "mecanismo de automação econômica" denominado PHPMicroXchance. Todavia, para que um micronacionalista possa utilizar os serviços do PHPMicroXchange, necessita-se, primeiramente, da participação da micronação do mesmo neste projeto. Outras informações relacionadas ao tema supracitado também podem ser encontradas no Conselho Micronacional sobre Economia.



    Texto macronacional sobre as "v-nations".


    A Aproximação da Era das Nações Virtuais
    Autores: Mike Dillard e Janet Hennard
    (*)

    As nações virtuais (denominadas também como "v-nations") são multidões de indivíduos presentes na Internet, unidos por uma ideologia ou causa comum, espelhando-se na inclusão, bem como avanço no tocante a liderança, as leis, ao poder, a segurança, aos sistemas monetários, dentre outros elementos. As nações virtuais atuarão tanto com ameaça quanto com esperança à cooperação, segurança e distribuição de recursos no mundo.

    A acessibilidade e infra-estrutura técnica da Internet dão à tais grupos os instrumentos para, em um curto período de tempo, acumularem tremendo poder coletivo: Por exemplo, em seu décimo quarto mês de existência, a comunidade de Lifecast rapidamente agregou riqueza suficiente por meio dos seus membros influentes para formar uma entidade que estaria posicionada entre as 23 maiores economias do mundo. As nações virtuais precisam ser organizadas ao redor de um líder que convocará outros para uma causa importante e os manterá juntos, utilizando os acessos de comunicação oferecidos pela Internet. Nações virtuais com bastante poder e influência poderão adquirir e criar serviços e agências projetadas para beneficiar seus cidadãos -- bolsas de valores, instalações de tratamento de saúde, forças de segurança, centros educacionais, linhas aéreas, instituições financeiras e até mesmo prover posse de terra.

    Os aspectos perversos das nações virtuais são demonstrados em movimentos radicais, como a Al-Qaeda que usou a Internet para ampliar o que antes era um grupo inexpressivo de apátridos extremistas e tornou-se uma organização terrorista espalhada pelo mundo, com recursos econômicos impressionantes e um pavoroso poder destrutivo. O aparecimento das nações virtuais desencadeará mudanças profundas: A cidadania não será mais fundamentada apenas pela geografia ou restringida a uma organização, e a fidelidade de muitas pessoas modificar-se-á em favor de uma entidade virtual; a qualidade de vida poderá melhorar, desde que nações virtuais permitam as pessoas à irem obter tratamento de saúde e outros benefícios fora de leis inadequadas, que poderão conduzir à adoção de uma unidade monetária virtual. Sociedades em rede tais como as nações virtuais são vistas como uma tendência evolutiva natural, mas o teste real será saber se elas podem interagir com as nações tradicionais.

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    (*)Este texto não é uma tradução, mas uma versão do original The Approaching Age of Virtual Nations, publicada pela "The Futurist". Outras informações podem ser obtidas aqui.



    Artigo Especial: Reivindicações incomuns no micronacionalismo


    No micronacionalismo, quando o assunto é reivindicação incomum não é novidade que há uma considerável gama de "opções", variando desde um habitat submarino (a propósito, vejam só este hotel) até a declaração formal de aterritorialidade, sendo corriqueiro nestes casos, considerar os websites (páginas oficiais da micronação e/ou fórum disponível na Internet) como "possessões reivindicadas". Por sinal, ainda que existam reivindicações mirabolantes como, por exemplo, declarar que todos os formigueiros no mundo são de propriedade de uma micronação, nada desbanca o delírio de alguns em considerar que seus territórios estão fora do planeta Terra.

    A vontade de explorar o universo em busca de outras plagas para habitar não é, de fato, algo novo. Mas existe uma enorme distância entre o "desejo" de colonizar outros planetas e "realizar" tal proeza. O que mais alega-se para justificar quaisquer reivindicações territoriais fora da Terra é a inexistência de alguma porção do nosso planeta que ainda não tenha sido reclamado por alguma nação. Outra argumentação é a respeito da previsão catastrófica de que a Terra irá sucumbir diante da exploração descontrolada dos seus recursos, do aumento constante da poluição, da superpopulação global que igualmente cresce desmedidamente, isto sem contar com a eterna ameaça de uma hecatombe nuclear. Diante deste quadro, a busca pela sobrevivência fora da Terra passou a ser uma espécie de obsessão para alguns indivíduos ou grupos que estudam formas para acelerar o processo tecnológico no campo da viagem espacial, com a finalidade de escapar da "ameaça" do fim do mundo.

    O Clube Uranos de origem macronacional polonesa é uma dessas agremiações que ambicionam expandir nossa civilização pelo espaço afora. Outro exemplo é a Fundação Lifeboat, sendo que esta última está mais próxima da realidade das micronações já que a mesma advém do idealizador do extinto Projeto Atlantis que apresentava proposta similar ao do Principado de Nova Utopia. De qualquer forma, esta visão pessimista acerca do futuro do nosso planeta, serve de combustível para abastecer mentes que, no mínimo, são criativas ainda que corra-se o risco de beirarem a insensatez.



    Lista de micronações desconhecidas (ou pouco conhecidas)


  • Baronia Soberana de Caux
  • : www.baronyofcaux.com

  • República Socialista da Casa Ikkoku
  • : www.maisonikkoku.com

  • República de Saugeais
  • : clique aqui

  • República das Ilhas Neuvelle
  • : www.neuvelle.net




    Expediente


    Conselho Editorial: David Marcondes e Igor Mac Cord
    Colaboradores: Konrad Wiesenfelder e Paula Carter Matters

    A Publicação Enfoque é distribuída sob autorização do Ministério Real das Comunicações do CRK. As opiniões expressas nesta publicação não representam, necessariamente, a posição oficial do Cordial Reino de Kelterspruf.


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